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Você domina os conhecimentos sobre a alergia do leite de vaca do seu filho. Mas e o resto das pessoas que convivem com vocês? Saiba mais sobre:

Como explicar APLV para os outros?

Ter o diagnóstico de APLV é muito difícil e muitas vezes significa estabelecer uma série de restrições para a criança e para a família, não sendo raro que muitas famílias se isolem em casa, como medida preventiva para evitar o consumo de qualquer alimento com leite.

Entretanto, isso não é legal! A dificuldade dos cuidadores em obter a aceitação e a colaboração dos outros membros da família quanto à importância da dieta e a não exposição ao alérgeno pode deixar o ambiente no lar conturbado, gerando situações de estresse e ansiedade.

A ferramenta para evitar esta situação é a INFORMAÇÃO!

É muito importante, que os familiares tenham clareza sobre a importância do aprendizado em sobre como lidar com a APLV. Conhecer os alimentos permitidos e proibidos, saber dos riscos da contaminação cruzada, saber como ler os rótulos, conhecer receitas, como planejar refeições, entre outros.

Existem questões que devem ser claras para você, e somente assim, os outros também vão entender claramente. Por exemplo: Que intolerância à lactose, não é igual à alergia à proteína do leite de vaca e que produtos isentos de lactose nem sempre são adequados para crianças com APLV.

Conhecendo bem estas informações, está na hora de repassá-las à família ou outras pessoas com quem a criança conviva, à escola e principalmente à própria criança. A conversa tem que ser séria e sem pressa, todas as informações devem ser passadas, alertando sobre o que é necessário restringir e quais a consequências de se consumir "só um pedacinho". Aqui, especial atenção deve ser dada à avós, tios, padrinhos e amigos próximos.

Para facilitar, escreva no papel, tópicos com os assuntos que devem ser abordados e não podem ser esquecidos. Se ofereça para mostrar como preparar receitas e como evitar a contaminação cruzada.

Com a criança, mantenha um diálogo honesto e carinhoso, explique por que ela não deve comer os alimentos e o que pode acontecer. É preciso reforçar que ela pode brincar, pular, fazer amigos, e que ela precisa somente evitar alguns alimentos para não ficar doente e sofrer com os sintomas que ela já deve bem conhecer. Você pode se surpreender do quanto as crianças entendem e podem ser diciplinadas.

Referências:
1. Pinotti, Renata. Guia do bebê e da criança com alergia ao leite de vaca. Rio de Janeiro. Ac Farmacêutica, 2013. 164p.
2. Linhares, Bruno. Avaliação da Qualidade de vida do responsável pela criança com Alergia à Proteína do Leite de Vaca. Programa de Pós Graduação em Saúde da Família. Universidade Estácio de Sá. Rio de janeiro, 2015.
3. Yonamine G.H. et al. Perceptions of caregivers of patients with Cow´s milk allergy regarding the treatment. Journal of Human Growth and development, v23, n1, p58-64, 2013.
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